Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
Você está em: Página inicial > Notícias > Defesa fala sobre ações na região de fronteira para bancada federal do RJ
Início do conteúdo da página

Defesa fala sobre ações na região de fronteira para bancada federal do RJ

Publicado em Sexta, 04 Agosto 2017 17:59 | Última atualização em Sexta, 04 Agosto 2017 18:52

Rio de Janeiro, 04/08/2017 – Representantes do Ministério da Defesa e das Forças Armadas apresentaram, nesta sexta-feira, aos parlamentares da bancada federal do Rio de Janeiro as principais ações e sistemas de proteção para a região de fronteira. "Vamos apresentar aqui o que está sendo feito nas fronteiras, pois, sabemos que é ali que ocorre uma série de ilícitos transnacionais”, disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, na abertura do evento na Escola Superior de Guerra (ESG).

Foto: Divulgação/ESG

O encontro reuniu nove parlamentares, além do presidente da Câmara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia.

A primeira exposição, desenvolvida pela Força Aérea Brasileira (FAB), foi sobre a Operação Ostium, que, em latim, significa portão, e que é uma ação criada para reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai.

O chefe do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), brigadeiro Gerson Nogueira Machado, detalhou o escopo da Operação que já contabiliza uma diminuição de 75% do tráfego aéreo desconhecido na região de fronteira e um aumento no número de apreensões de drogas. De acordo com ele, nesta Operação, foram criados corredores de trânsito, obrigando as aeronaves seguirem vias aéreas determinadas.

O chefe do COMAE destacou que, dentro da Ostium, iniciada em fevereiro deste ano, são utilizadas 51 aeronaves e 836 militares. A expectativa é que a Operação aconteça até março de 2018. O esforço aéreo de patrulhamento das fronteiras já acumula 1.907 horas de vôos. O brigadeiro Machado destacou ainda a capacidade de detecção da aeronave E-99. "Poucos países do mundo possuem aeronaves com alarme aéreo antecipado. Essa aeronave, no Brasil, entrou em operação em 2002", comentou o brigadeiro.

O assessor de Operações de Fronteiras da Chefia de Operações Conjuntas do Ministério da Defesa (MD), coronel Baddy Mitre, falou sobre a Operação Ágata, que, este ano, até o momento, contou com o envolvimento de mais de 11 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica, além de 782 agentes públicos que, juntos, participaram de 95 ações nas fronteiras. O valor estimado dos produtos apreendidos é de quase R$ 27 milhões.

O coronel Mitre fez questão de ressaltar que a atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira, por meio de operações singulares, conjuntas e/ou interagências, é permanente. Além disso, em 2016, foi criado o Programa de Proteção Integrado de Fronteira (PPIF), que reformulou a Operação Ágata. Essa atualização trouxe elementos novos como: o princípio da surpresa, o aumento do número de operações, maior interação com órgãos e agências, participação de forças armadas estrangeiras, entre outros.

A Ágata possui um outro aspecto: as ações cívico-sociais. Este ano, foram realizadas mais de 14 mil atividades de saúde, que envolvem meios como os navios de assistência hospitalar da Marinha, nos rios da Amazônia.

O projeto piloto do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), instalado em Dourados (MS), foi o terceiro projeto apresentado. "O SISFRON é um sistema baseado em sensoriamento móvel e portátil (radares e antenas), apoio à decisão e emprego operacional", explicou o chefe do Escritório de Projetos do Exército, general Guido Amin Naves.

Os equipamentos têm 70% de conteúdo nacional e contam com 17 empresas envolvidas no projeto, gerando mais de 12 mil empregos. O SISFRON já está em funcionamento em 600 km da fronteira entre o Brasil e o Paraguai.

Operação "Rio quer Segurança e Paz"

Ao final do evento, Jungmann conversou com os jornalistas sobre a Operação "Rio quer Segurança e Paz". O ministro lembrou, mais uma vez, que o objetivo da ação é reduzir a capacidade operacional do crime organizado. "Isso implica em ações sucessivas e diferentes, sem ter uma rotina necessária para que não se perca o efeito surpresa", comentou.

Jungmann falou sobre a primeira fase da Operação, com a participação dos militares das Forças Armadas em ações de reconhecimento de áreas. "Brevemente, vocês verão uma segunda fase deste esforço", disse.

O ministro da Defesa destacou que as ações de combate a ilícitos na região de fronteira são imprescindíveis e lembrou que esse enfrentamento só será efetivo se for feito em parceria com os países vizinhos. "Se o crime é transnacional, fica evidente que ele tem origem ou destino em outro país, então, a colaboração dos países amigos é fundamental”, acrescentou.

Segundo o ministro, já foram realizados, desde o ano passado, vários encontros com ministros de defesa e segurança de países vizinhos, entre eles, Colômbia e Bolívia.

O ministro da Defesa adiantou que, no próximo dia 11, ele fará uma reunião com o ministro da Defesa do Peru, em Tabatinga (AM). Ainda para este mês, também há previsão de um encontro nesta mesma linha com autoridades da Bolívia. De acordo com o ministro, a iniciativa, executada em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, é criar acordos operacionais em termos de inteligência, defesa e forças policiais no combate dos ilícitos transfronteiriços.

Foto: Divulgação/ESG

Em nome da bancada do Rio de Janeiro, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, agradeceu o esforço das Forças Armadas e demais órgãos de segurança pública.

Ontem (03), ao chegar ao Rio de Janeiro, o ministro recebeu, na ESG, a diretora do Instituto Igarapé, Ilona Szabó de Carvalho. No encontro, a diretora relatou algumas ações desenvolvidas na área de segurança pública.

Por Alexandre Gonzaga

Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
Ministério de Defesa
61 3312-4071

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página