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Ciência e tecnologia

Projetos com participação da Defesa

Publicado em Quinta, 05 Dezembro 2013 16:46 | Última atualização em Quarta, 04 Janeiro 2017 15:15

O lançamento da Estratégia Nacional de Defesa (END), em 2008, deu novo impulso às iniciativas da indústria nacional voltadas ao setor de Defesa, compatibilizando o desenvolvimento de soluções científico-tecnológicas de interesse estratégico para o país às necessidades específicas do setor. 

Essas iniciativas permitiram a formação de parcerias com países capazes de contribuir para a pesquisa e o desenvolvimento de produtos e sistemas – civis e militares – de alto valor agregado, ampliando a capacitação nacional para projetar e fabricar essas soluções. 

A relação inclui projetos de ponta, que abrangem desde submarinos (inclusive de propulsão nuclear), novos modelos de blindados e o avião cargueiro KC-390, que estabelece um novo padrão para o transporte militar médio, até mísseis de última geração e satélites – a exemplo do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), a ser lançado em 2016. 

De aplicação dual, o SGDC será operado pela Telebras na banda Ka (civil) e pelo Ministério da Defesa na banda X (militar). Seu uso civil permitirá ampliar o acesso à banda larga nas regiões remotas do país, por meio do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL). Já o uso militar do satélite garantirá a soberania brasileira nas comunicações estratégicas das Forças Armadas. 

A capacidade de atuar na fronteira de tecnologias que terão utilidade dual, militar e civil, está presente em diversas outras iniciativas desenvolvidas no âmbito das Forças Armadas. Com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), por exemplo, o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP) desenvolve motores de ímãs permanentes para propulsão naval. Além disso, atua na pesquisa para desenvolvimento de sistemas térmicos, químicos e eletromecânicos; de sistemas químicos; e de projetos para fabricação e teste de componentes. 

O Exército Brasileiro, por sua vez, tem fomentado a pesquisa científica em materiais bélicos com possibilidades de benefícios para outros campos de destinação civis. Também em parceria com a Finep, o Centro Tecnológico do Exército (CTEx) tem trabalhado no desenvolvimento de projetos de excelência como o Radar SABER M60, o Míssil MSS 1.2 AC, a Arma Leve Anticarro e os Simuladores Esquilo e Fennec. 

Já a Aeronáutica tem contribuído para avanços importantes no setor aeroespacial, como o desenvolvimento de motores para foguetes movidos a combustível líquido. O domínio dessa tecnologia, que vem sendo testada com sucesso no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), órgão de pesquisa do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), é uma das prioridades estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa (END) para o setor espacial brasileiro. 

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